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Mudou: confira quem é o quinto Ministro da Educação no governo atual

 Governo Bolsonaro vai para o quinto ministro na Educação; relembre




A edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 18, dispôs da nomeação de um novo ministro do Ministério da Educação (MEC). A partir de agora, o novo chefe da pasta será Victor Godoy, que atuava como secretário-executivo da pasta. 


De demitidos a nomeados sem assumir, pasta passou por "balbúrdias", esquemas e declarações polêmicas

A nomeação foi oficializada após Godoy ter assumido o MEC interinamente desde a exoneração do ex-ministro Milton Ribeiro em março. Victor Godoy já é o quinto ministro da pasta durante a gestão do governo de Jair Bolsonaro até agora. Na oportunidade, o presidente da República disse:

“Eu já dei a ordem para efetivar, porque apenas interino ele tem certas dificuldades, até de locomoção. O que está acertado, em nada acontecendo com o ministro Milton, ele volta”, afirmou o presidente da República, Jair Bolsonaro. 

A declaração foi feita durante uma reunião entre prefeitos e mediante a justificativa de atender a um pedido de Bolsonaro. Foram apontados como envolvidos do esquema os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não possuem cargos no MEC. 

Diante das circunstâncias, uma variedade de prefeitos foram a público relatar os diversos pedidos de propina feitos por ambos os pastores. Conforme apurado, foi atribuído a eles o poder de decisão sobre os repasses do MEC, destacando que em determinadas oportunidades havia até o pedido de ouro em troca. 

Quem é o novo ministro?
Antes de ser convidado para ficar à frente da secretaria-executiva do MEC, Victor Godoy seguia carreira como auditor federal de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU), onde ele atuou de 2004 a 2020. Lá, ele fazia o papel de auditor federal, chefe de divisão, coordenador-geral, diretor-substituto de auditoria e diretor de auditoria da área social e de acordos de leniência.

Em seu currículo, o novo ministro do MEC possui formação acadêmica em Engenharia de Redes de Comunicação de Dados pela Universidade Federal de Brasília (UnB), em 2003, além de duas pós-graduações. 

A primeira foi em Altos Estudos em Defesa Nacional pela Escola Superior de Guerra (ESG) em 2018, e a segunda em Globalização, Justiça e Segurança Humana pela Escola Superior do Ministério Público, em parceria com instituições internacionais da Alemanha e África do Sul.

QUEM FORAM OS MINISTROS DA EDUCAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO?

  1. Ricardo Vélez Rodríguez;
  2. Abraham Weintraub;
  3. Carlos Alberto Decotelli da Silva;
  4. Milton Ribeiro;
  5. Victor Godoy.
RICARDO VÉLEZ
O 1º ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro foi o filósofo Ricardo Vélez, que assumiu o gabinete no dia 1 de janeiro de 2019, permanecendo no cargo por três meses, deixando a pasta no dia 8 de abril de 2019, após ser demitido pelo presidente, que na época havia criticado sua gestão.

Ricardo Vélez se envolveu em diversas polêmicas durante seu tempo à frente do Ministério. Em fevereiro, o ex-ministro havia pedido aos diretores de escolas do Brasil pedindo para que filmassem seus alunos cantando o hino nacional, recitando o lema de Bolsonaro em sua campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Após uma repercussão negativa, Vélez pediu desculpas e retirou o pedido

ABRAHAM WEINTRAUB

O 2º ministro da Educação de Jair Bolsonaro foi Abraham Weintraub, que permaneceu à frente da pasta desde 9 de abril de 2019 até o dia 19 de junho de 2020. Abraham Weintraub teria abandonado seu cargo à frente do MEC após receber um convite para ser diretor representante do Brasil no Banco Mundial, em Washington, EUA.

Sua gestão também foi marcada por diversas polêmicas, cujo a última se deu poucos dias antes de deixar o Ministério da Educação, quando chamou os integrantes do STF de “vagabundos”.

Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.

DECLAROU WEINTRAUB.

Abraham Weintraub está sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por um suposto crime de racismo, além de um inquérito sobre fake news.

CARLOS DECOTELLI

Treze dias após a saída de Abraham, Jair Bolsonaro anunciou que o professor Carlos Decotelli assumiria o Ministério da Educação, elogiando-o por suas competências publicamente através de suas redes sociais.

No entanto, Decotelli teve sua nomeação cancelada após a repercussão de que o professor teria mentido diversas informações em seu currículo. No anúncio feito por Bolsonaro, o presidente destacava as qualificações do nomeado:

Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, mestre pela Fundação FGV, doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

DISSE BOLSONARO EM SEU TWITTER.

No entanto, o diretor da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, afirmou que Decotelli não havia concluído seu doutorado na faculdade, dizendo que sua tese havia sido reprovada. No dia 29 de junho, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou em nota que Decotelli não fez pós-doutorado na instituição

 RENATO FEDER

Na manhã do dia 03/07, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente havia anunciado o nome de Renato Feder para assumir o Ministério da Educação, fato que o tornaria o 4º ministro da Educação do Brasil durante o governo Bolsonaro. No entanto, o empresário também não assumiu a frente do MEC após recusar a proposta.


Recebi na noite da última quinta-feira (3) uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação (…) agradeço ao presidente, por quem tenho grande apreço, mas declino o convite recebido.


DISSE RENATO FEDER EM NOTA.

O nome de Feder aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como a 7ª maior quantia entre os doadores da campanha eleitoral de 2018, que recebeu R$12 milhões. Na época, ele ainda era proprietário da Multilaser.

Em 2019, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), e o secretário de educação do estado, Renato Feder, foram intimados pelo Ministério Público do Paraná a responder por tentativa de fraude no sistema educacional do estado, ao maquiar o Índice do Desenvolvimento da Educação Básica do Paraná (IDEB).

MILTON RIBEIRO

Depois de quase um mês sem um ministro da Educação e de diversas polêmicas entorno dos possíveis candidatos, o professor e pastor da Igreja Presbiteriana Milton Ribeiro foi nomeado no dia 10/07, pelo presidente da república, para assumir o cargo.

Milton Ribeiro é teólogo, advogado e ex-vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O MEC não informou quando será sua cerimônia de posse.

O pastor e professor já está envolvido em algumas polêmicas por falas feitas em seu passado. Em 2018, Milton Riberio afirmou que as universidades incentivam sexo “sem limites” por meio do pensamento existencialista.

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